Pode falar o que quiser. Porque eu estou falando o que eu penso. O que eu penso? Em tudo. Tudo mesmo. Na paz mundial, nas minhas batalhas internas, no filme que vai estreiar, na música que não paro de escutar. Pensando e falando sobre tudo isso, percebo que minhas atitudes não suportam mais ser apenas políticas para agradar a "boa vizinhança" que, pra te dizer bem a verdade, nem é tão boa assim. Parei de adaptar palavras. Parei de me adaptar a tudo. Quando vai chegar minha vez? A vida é feita de consequências, eu sei. E minhas sequências seguem o ritmo de um (des)concerto. Eu não quero tudo certo, seria entediante. Não quero concertar pessoas, elas perderiam a graça. Entretanto, isso não significa que eu tenha que aceitar tudo (e também não significa que eu tenha que me rebelar contra tudo). Eu só não estou aceitando MENOS. Pouco eu até aceito, se isso for tudo que você tiver. Mas menos? Ah.. isso não. Nem tente me enrolar. Tudo que você subtrair, eu descarto pra tentar concertar essa mania de tentar suportar tudo. Sou forte, na maioria das vezes, eu acho, mas tenho o direito de ser fraca também, afinal sou humana, de carne, osso e um coração sem fim - e não sou idiota (por favor, decore essa parte: não sou idiota!). Desconcertada, por ser que sim (e não sei se sou um caso perdido ou encontrado), mas idiota... não mais. Não aceito fiado, nem palavras previsíveis, nem considerações virtuais, nem sentimentos banais, entre outras coisas. Não acho que nossa vida tenha que se acostumar com isso. Porque isso é tão "menos" que ás vezes até perde o sentido e você se pergunta: "Mas o que é isso mesmo?" e ninguém responde. Ultimamente estou assim. Não há nada que me pare. Afiada. Pronta para cortar o que só ocupa espaço e não serve pra nada. Bem vindos ao meu (des)concerto!
Olá!!!
Estou feliz por vê-la (o) cá, é muito bom poder partilhar consigo o meu cantinho...Volte sempre...Vou adorar revê-la(o).
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
È isso mesmo....
Pode falar o que quiser. Porque eu estou falando o que eu penso. O que eu penso? Em tudo. Tudo mesmo. Na paz mundial, nas minhas batalhas internas, no filme que vai estreiar, na música que não paro de escutar. Pensando e falando sobre tudo isso, percebo que minhas atitudes não suportam mais ser apenas políticas para agradar a "boa vizinhança" que, pra te dizer bem a verdade, nem é tão boa assim. Parei de adaptar palavras. Parei de me adaptar a tudo. Quando vai chegar minha vez? A vida é feita de consequências, eu sei. E minhas sequências seguem o ritmo de um (des)concerto. Eu não quero tudo certo, seria entediante. Não quero concertar pessoas, elas perderiam a graça. Entretanto, isso não significa que eu tenha que aceitar tudo (e também não significa que eu tenha que me rebelar contra tudo). Eu só não estou aceitando MENOS. Pouco eu até aceito, se isso for tudo que você tiver. Mas menos? Ah.. isso não. Nem tente me enrolar. Tudo que você subtrair, eu descarto pra tentar concertar essa mania de tentar suportar tudo. Sou forte, na maioria das vezes, eu acho, mas tenho o direito de ser fraca também, afinal sou humana, de carne, osso e um coração sem fim - e não sou idiota (por favor, decore essa parte: não sou idiota!). Desconcertada, por ser que sim (e não sei se sou um caso perdido ou encontrado), mas idiota... não mais. Não aceito fiado, nem palavras previsíveis, nem considerações virtuais, nem sentimentos banais, entre outras coisas. Não acho que nossa vida tenha que se acostumar com isso. Porque isso é tão "menos" que ás vezes até perde o sentido e você se pergunta: "Mas o que é isso mesmo?" e ninguém responde. Ultimamente estou assim. Não há nada que me pare. Afiada. Pronta para cortar o que só ocupa espaço e não serve pra nada. Bem vindos ao meu (des)concerto!
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Drama

Não precisa ser necessariamente uma "solidão", tem vezes que a gente acha que a vida esta mais pesada do que podemos carregar, mais triste do que podemos suportar, pior do que podemos imaginar...
Cada um com seus problemas, o peso que pesa pra mim não é o mesmo que pesa pra outras pessoas.
Tem vezes que a gente acha que "acorda mais só do que merecia", aí bate um desespero de saber que não vamos suportar...
Mas a gente suporta, porque descobre que é mais forte do que pensava.
Tem vezes que estamos tão machucados, que achamos que não vamos sobreviver se sofrermos mais algum corte e ficamos desesperados se espetamos o dedo em um alfinete, pensando se vamos morrer ou dormir pra sempre.
E ao invés do beijo salvador do amor verdadeiro de um príncipe encantado, a gente muda de fábula e cai do alto da torre, porque esqueceu que já não é tão criança e que não tem longas tranças. O que acontece, é que o tombo nos faz acordar e perceber que apesar da queda, ainda estamos vivos!
Minha Avó e algumas mulheres, dizem que a dor do parto é uma "dor sem vergonha", porque não é uma dor insuperável e quando você percebe, está planejando ter outro filho.
Meu tatuador diz que "dor de tatuagem vicia’" porque depois que você faz uma tatuagem, começa a planejar onde será a próxima(fato).
Eu digo que dor é igual o Fiat da minha amiga Elida: sempre cabe mais uma!
Sempre dá pra somar uma tristeza a mais na sua dor, sempre cabe mais uma dor no seu coração, sempre tem espaço pra mais uma reclamação na sua boca...
Tem vezes que dá tudo errado mesmo, que a vida fica complicada e que você não vê solução...
Mas ficar chorando e fazendo drama vai ajudar em alguma coisa?
Se for, me ensina então que eu viro expert em dramalhona da noite pro dia – poderei até ser chamada pra trabalhar em novela mexicana.
Nada, veja bem, nada é insuperável – e eu mesma preciso me convencer disso e procurar ver as coisas pelo lado bom.
Eu sempre digo que a vida é dividida em duas metades iguais: o bom e o ruim, 50% pra cada lado.
A única solução para esses dias em que tudo parece estar contra o que achamos aceitável, é procurar pela parte boa, se concentrar nela e parar de drama!
Aí quem sabe, no dia que você acordar se sentindo "mais só do que merecia’" carregando um peso maior do que pode suportar ou achando que a sua vida está mais difícil do que a dos outros, você vai se olhar no espelho e dizer: Chega de drama! Basta!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Momentos...momentos
A vida é mesmo feita disso, de momentos. . .
Às vezes pergunto-me porque tenho sempre tendência para querer o que não posso ter, ou o que está longe demais para ter??
Porque a minha natureza parece persistir nisso. . .
Porque a minha natureza percorre sempre os caminhos com acesso difícil, ou até mesmo quase impossível? Daqueles caminhos perigosos, em que mesmo tendo medo de seguir, acabo por ir . .
Porque ??
Porque não percorro aqueles que são mais fáceis e que estão mesmo perto de mim? Que me pedem pa ser seguidos, para serem percorridos, que são aqueles que sei que não me vou magoar caso os decida percorrer . .
Porquê??
A minha resposta é, porque esses são mais fáceis , estão sempre lá dispostos para se eu um dia quiser percorre-los e os outros não, são perigosos, são diferentes e isso me seduz, ainda mais vontade tenho para caminhar sobre eles. Mesmo tendo aquele medo, mesmo sabendo as consequências, eu tenho vontade, eu vou em frente . . .
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Saudade

Depois do amor, a saudade é o sentimento que mais me consome. Saudade .... de um amor antigo, de um grande amigo, de ser quem deveria ter sido e não fui. E de quem já fui e não posso ser mais.
Minha saudade é tanta que tem que terminar com “s”. Saudades. Um exagero bem apertado.
Saudade é a desconstrução instantânea de quem somos para espiar o que fomos, o que sentimos... O que vivemos.
Saudade é uma canção tocada no piano, o piano chora ao lamentar essa nota. Saudade vira canção ao fechar os olhos. O vento aprende a cantar rapidinho.
Saudade sempre me tira de onde estou para revisitar o que não é mais. O peito rasga uma vontade imensurável de apagar o mar. O céu se abre como mágica para iluminar o rosto.
Paro. Sento os cotovelos para me permitir voltar onde me confortei. Já tive um coração, quase aprendi a usá-lo e se não fosse pela falta de jeito com as palavras, teria ficado com ele. Aprendi a pular amarelinha, a correr na chuva, a andar descalça, a beliscar uma fatia de amor. Todas essas coisas saltam da gaveta ao limpar as folhas do quintal.
Mas lembrar de quem amamos em alguma época de nossas vidas é uma alegria que dói, é uma raiva que acalma, é uma lágrima num sorriso no canto da boca, uma missão quase que cumprida, mas abortada pela incompetência de não acreditarmos no tempo, no Amor. É quando a mão tenta segurar a boca para não inundar os cílios.
Lembro quando tínhamos o mundo em nossas mãos, quando não precisávamos de mais nada para sorrir. Nossos risos eram os lençóis da nossa alma: encobriam as nossas tristezas, nossas histórias mais profundas, nossos medos mais perigosos.
Sou uma réplica fiel do que é assimilar alguém.
Música e cheiro são os instrumentos mais letais da saudade, juntos desenterram as lembranças, desempoeiram o livro, trazem os óculos e a cadeira para a releitura, colocam o coração em cima de mesa e esperam pela prece. Essa prece nunca virá, assim, definitivo: nunca! Tornamo-nos crianças indefesas, eles nos pegam pela mão e nos fazem berrar de desespero no meio do supermercado ao ver uma lata de leite condensado.
O problema é que nunca vamos embora completamente. Relembrar é, ainda, uma forma de ter o que se perdeu aqui ao lado .
Saudade é o meu sentimento mais fodido, mais pesado, mais humilhado, mais sufocado, mais eterno, mais nobre, mais machucado, mais impossível.
Saudade é o meu amor, arquivado!
Confusa eu???
Hoje estou num daqueles dias, com uma neura daquelas em que basta alguém falar para mim que respondo logo mal. .
Não sei que se passa, não sei o que diga, só sei que já não sei mais nada. O pior é que tudo o que quero aos poucos vou tendo, mas parece que nunca chega, quero sempre mais, preciso sempre de mais do que aquilo que tenho.
Isto me deixa nervosa, revolta-me, deixa-me furiosa comigo mesmo, porque às vezes a culpa é minha porque não aproveito as oportunidades que a vida me vai dando e depois arrependo-me, quero voltar atrás, mas na maioria das vezes, percebo disso tarde demais. Tudo estava saliente e agora tornou-se confuso na minha cabeça, começo a aperceber-me que eu é que sou confusa, eu é que não sei bem o que quero, se é que quero mesmo algo ou alguém verdadeiramente.
.Que natureza é esta?
Que um dia sabe tudo o que quer, o caminho a seguir, as decisões a tomar, com uma determinação capaz de derrubar muralhas e no dia seguinte parece que cai num abismo de indecisões que dão a volta à cabeça, mantendo-a ainda mais confusa, corrompida por um turbilhão de pensamentos e indecisões. Nem tu, nem ninguém poderá ajudar a solucionar, apenas eu, ou então nem eu terei esse poder. . . Alguém me diz, que talvez o passado ainda não esteja totalmente enterrado e isso faz com que o presente não se consiga desenrolar na perfeição, na sua plenitude. Sinceramente. . . não. Para mim o passado está mais que enterrado e não passa de recordações. Digo eu . . .
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Dois anos se passaram

lembrei de uma coisa que aconteceu e que balançou muito o meu mundo...
Conheci uma pessoa muito especial em 2002 (a única que tem um post com seu nome neste blog) e que me fez ver e querer um mundo tão bonito... Chegamos a construir planos e fixar metas... E um sentimento tão bacana surgiu... A gente criou um laço forte, onde a cumplicidade era tão presente... Mas tudo que começa tem fim... E ele (que estava tão longe) se foi... Sem "porque", sem palavras... Com um tanto de mágoa...
Exatamente a 2 anos atrás ele se foi...
No momento do adeus eu sofri... Tanto, tanto, tanto, que minha vida caiu em meus pés... Mas existe um Ser que é superior a nós e que nos fortalece... E nos faz tirar lições de tudo....
Hoje, 2 anos depois, eu consegui lembrar com doçura daquele que se foi...
Gostar de alguém significa querer-lhe bem, não importando onde, ou com quem... Por isso, desejo que ele seja muito feliz no caminho que escolheu... Que as pessoas ao seu redor sejam fontes de luz e compartilhem com ele a doçura, beleza e singeleza do amor e da amizade...
Que a felicidade se estampe sempre em tua face e em todas as outras que a tua fitarem...
Assim eu venho trazer-lhe meu abraço fraterno, meus votos de muito sucesso e meu agradecimento pelo tempo que por aqui ficou...
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Uma maneira de ser

Sou bastante impulsiva, porque sou muito sincera, por vezes até demais . . . Mas sou assim. Se isso é bom ou não, digam-me vocês.
Mas por vezes nem sempre devemos dizer tudo aquilo que o pensamos e quando o fazemos, nos arrependemos , tal como aconteceu.
Mas você percebeu,se desculpou e ainda me pediste aquilo que há muito talvez quisesse ouvir. Há alturas em que o caminho que escolhemos é o perigoso, aquele que além de representar o perigo, representa a loucura, a vontade de querer aquilo que, em condições normais, nunca quereria. Tudo isto me faz sentir ainda mais anormal, mais maluca. . . Com a cabeça às voltas, envolvida num turbilhão de coisas. Não é amor, não estou apaixonada nem nada parecido. O que será isto??
Que poderei eu chamar a isto??
Sinceramente não estou minimamente preocupada em encontrar nome, nem a razão de ser ou de estar assim. . . Até porque me sinto bastante bem, sinto-me viva e com vontade de viver, de correr atrás.
Há coisas que não são para ser explicadas, apenas são para ser vividas, sem nos preocupar com o que possa acontecer amanhã ou depois de amanhã. E sinceramente, é bom estar assim, sentir-me assim. . . É estar livre, como um passarinho que voa, voa, sem destino, se estar preocupado para onde vai ou com quem vai. . .
Simplesmente, tem vontade de ir . . .
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
O meu silêncio

É esse silêncio que me devora.
É esse silêncio que me queima, que me rasga a alma, que me aflige por inteira.
Preferia a certeza de um 'nunca mais' do que essa maldita esperança que o silêncio me traz.
Eu vejo os dias passarem e não escuto nada além do eco do vazio. Eu não enxergo nada além do reflexo do silêncio. Eu não vejo nenhuma resposta.
Isso me agoniza, faz eu perder o controle, sem fazer barulho. Me deixa estagnada, imóvel, sem ter noção do que vai ser.
Vai me destruindo aos poucos pelo simples fato desse silêncio não permitir eu saber, de me fazer esperar, de não me deixar ser.
O silêncio machuca, e quando prolongado destrói.
Como pode o silêncio de uma única pessoa lhe atordoar por inteiro?
Não me faça esperar demais. Não me deixe tanto tempo nesse silêncio ensurdecedor. Não demore, porque assim eu vou entendendo o seu recado, e lentamente eu vou transformando essa agonia em força. Vou firmando meus passos de novo, vou sentindo a minha paz voltar.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Vivendo e aprendendo

Quanto mais eu vivo, mais eu aprendo.
Vou percebendo que por mais sufocante e dolorosa, conseguimos conviver com a saudade.
Que mesmo parecendo estarmos com toda a razão, o orgulho não leva em nada.
Que o fim de um amor é como se arrancassem um pedaço da gente, mas nós sempre saímos inteiros.
Que o tempo é nosso amigo, acalma nossos sentimentos.
Que problemas existem, mas as soluções estão sempre na nossa frente.
Que precisamos do outro, que somos feitos do outro.
Aprendi a cair com graça, e a levantar com classe.
Percebi que o amor é fundamental, que nossas atitudes podem mudar o nosso destino e que as nossas palavras têm muita força.
Eu aprendi errando, aprendi caindo, mas principalmente, aprendi levantando.
sábado, 7 de agosto de 2010
Sozinha
Sinto-me sozinha!
Estou rodeada de pessoas mas isso não impede que me sinta só!
Sinto que ninguém percebe como estou, ninguém entende como me sinto!
Sinto-me desamparada, sem qualquer tipo de apoio...
Por vezes sinto que o chão desaba e caio num vazio imenso, um vazio do qual não me consigo livrar.
Um vazio profundo no qual me pareço afundar!
Não esperava vir a sentir-me tão sozinha. Sempre quis ser independente mas nunca achei que independência fosse sinónimo de solidão, fosse sinónimo de desprezo, de desapego por parte dos outros.
Nunca pensei vir a rodear-me de pessoas completamente centradas nos seus umbigos sem quererem saber dos outros para nada, neste caso de mim. Nunca pensei ouvir palavras de ingratidão de pessoas por quem eu sempre dei o mundo. Não esperava que a essa altura da minha vida fosse em tons de cinzento.
Gostava que fosse diferente. Gostava de olhar para o lado e saber que tenho ali quem seja capaz de mudar o mundo só pelo simples fato de eu existir. Só pelo simples facto de me fazer sorrir e me fazer sentir importante. Gostava que pelo menos uma vez na vida não fosse eu a fazer pelas coisas sozinha e que alguém viesse ajudar-me na luta por um futuro melhor.
Às vezes queria desistir,deixar que este vazio me tome. Deixar que este vazio me preencha...
Tou cansada... tou farta!
Sinto-me rodeada, não de gente, mas de incompreensão, injustiça e ingratidão!
Refletir

Ás vezes os amigos se vão
O amor da nossa vida se evapora
É o momento de ir embora?
É o momento de enlouquecer?
Não é o momento do viver
É o momento do balanço
É o momento do descanso
É o momento de se amar
É o momento de gostar
É o momento de repensar
Repensar na vida
Repensar na ferida
Reconstruir o que restou
Reconstruir o seu amor.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Reencontro

Hoje puder ver, de uma outra perspectiva, o lugar que ocupei ao lado de alguém. Pude constatar como é ser cúmplice do crime que é ser deixada pra trás, ser esquecida, ser enterrada viva. Foi estranho, arrasador e de certa forma esclarecedor. Falta palavra pra definir a sensação de ver a cena na qual já fui personagem um dia. É ver a peça sendo refeita, mas com outra atriz. Com outras falas, com o enredo trocado, com holofotes apagados e com as cortinas encardidas. É um sofrimento retirado da geladeira, requentado no microondas e saboreado sem um suquinho pra acompanhar... Alguém consegue ouvir? Alguém consegue sentir? Não. É o um desacato ao coração ter que presenciar o que você achava que estava resolvido pelo tempo. E está! Ele está pra lá, vivendo a vida dele pra lá e você vivendo por ele aqui, chega a beirar a estupidez. Anos depois e ele ainda é tema central das minhas conversas por aí pelos cantos da vida. É uma corrente presa pelo coração direto do pensamento que me impede de prosseguir. É o meu mostro do armário. É a conta de matemática que não consegui resolver. É o café que ainda não aprendi a fazer. É a música que nunca consegui parar de cantar. Essencial. É engolir calada e sentada em área VIP cada gesto, cada palavra, cada verdade que você achava inquebrável e ainda bater palmas na final do “show”. Mas valeu! Valeu à pena recordar de uma época em que se tinha forças pra fazer qualquer coisa, pura e simplesmente por estar apaixonada e o mundo tinha bem mais do que duas cores. Valeu relembrar que quando eu pensei em desistir não me foi permitido. Valeu relembrar de todas as coisas vividas e contadas, que hoje me fazem ser quem sou mesmo com todas as dúvidas impertinentes, com todas as convicções adquiridas e mutadas, com todas as desventuras arquivadas na memória. Mas essa dívida eu já paguei. "Tô" em dias com a consciência e de coração limpo. "Tô" pronta para me endividar novamente. Prefiro entender que algumas coisas nunca chegam a um fim. Só se torna o momento de começar outras coisas por outros caminhos. Mas valeu! Impossível esquecer o que um dia nos fez tão bem. Impossível!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Nada foi em vão

As vezes as pessoas que a gente mais ama passa a ficar longe da gente por algum motivo ,
isso traz como consequencia a " saudade " , aquilo que dói tanto e a gente não entende nunca .
As vezes a gente passa a reclamar da vida que a gente leva por isso , dizer que nada de bom acontece nela , sem parar pra pensar que nunca a gente viveu em vão .
As vezes a gente se entristece com algo , fica abalada por isso , desconta a raiva em todos que estão ao nosso redor , sem se dar conta que tem gente passando pelo pior e nem por isso se deixa abalar .
As vezes a gente chateia um grande amigo(a) , o coração chega a doer intensamente de remorso , e mesmo com isso o orgulho não deixa a gente consertar nosso erro .
As vezes a gente anda tão desligada de tudo que não para pra pensar que nada aqui nesta vida acontece por acaso , que tudo de certa forma acaba nos fortalecendo ;
que ver uma pessoa partir acaba fortalecendo mais a nossa " amizade " , que mesmo de longe não deixa de ser intensa .
Os problemas do nosso dia a dia , os momentos dificeis que a gente vive , os nossos próprios erros , os tombos de cada dia fazem parte daquilo que a gente chama de " viver a vida " , e precisamos saber lidar com isso , porque nem tudo são flores ;
E por mais amarga que seja a nossa derrota , temos que ser fortes suficientes para permanecemos firmes em pé e aplaudir o que venceu a batalha ; pois nossa hora de vencer também há de chegar e nesse dia passaremos a entender que nada na vida é em vão.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Era uma vez

Recomeçar uma nova etapa de vida, parece simples, parece ser algo banal... simplesmente decidir e pronto! começar um novo caminho, porque decidimos... não é nada simples! Recomeçar é algo que necessita transformar alguns conceitos já formados, recomeçar é o momento que devemos revolucionar nossos pensamentos, mudar um padrão de pensamento já condicionado com a forma de vida que levamos. Recomeçar é decididamente uma transformação radical, muitas vezes dolorosa e por mais que tenhamos vontade, temos que driblar a dor, rir de si mesmo e da própria dor. Muitas vezes esboçando um sorriso falso... e assim temos que romper barreiras... temos que cair no chão, chorar todas as lágrimas que temos naquele momento... sentir que estamos lá embaixo, vivenciar, entrar num processo catártico e assim aos poucos deixar a luz da compreensão, da vivência, da sabedoria penetrar em nosso corpo, nosso coração, nossa alma. Recomeçar significa que você terá que ter uma força que desconhece, entrar decididamente no seu limite. Depois disso tudo, comece a sentir a nova vida fazendo parte do seu eu, entenda que nada será como antes, porque você jamais será a mesma pessoa, pois estará renovada e saberá como andar ou terá que aprender a caminhar em sua nova vida, mas sabendo algo que muitos desconhecem, que muitos temem... a metamorfose... e assim poderemos falar, contar sobre nossas vidas, nossos amores, nossos receios, nossas certezas, nossas inseguranças de forma segura... falando da nossa história de vida como se fosse um conto de fadas... com o direito recomeçar com "Era uma vez..."
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