
Contando é engraçado...Já estive no final de uma nuvem em dias de calor insuportável, e chovia sobre quem estava ao meu lado, mas sobre mim não. E quase acertei na mega sena...me faltou o sexto número para que o meu bilhete fosse o premiado, e a minha boca sentiu o gosto amargo de ser quase uma milionária. Eu corri pro ponto de ônibus e quando chegava, ofegante e suada, o motorista arrancava bruscamente.No meu aniversário de oito anos faltou energia elétrica e os meus convidados levaram de volta os presentes e quando a energia voltou, a minha cara era só tristeza.Guardo lembranças que quase deixei cair, por desantenção, mas recuperei em uma só caixa por não ter nada além disso. Perdi shows de artistas prediletos e não tive tempo para sentar num bar na zona sul com Chicó( ele mesmo...rs),comer batata frita e ele uma cerveja e comentar a vida. Perdi amigos e me senti a mais desgraçada de todos os seres humanos e tive que buscar em mim minha melhor amiga. Já tive mais de 50 contatos na agenda e nenhum que eu pudesse chamar às 4 da manhã para me acalmar o choro. Já tive que recomeçar do zero mais de dez vezes e nem sempre havia alguém dizendo que eu podia mais uma vez. Coloquei todo meu esforço em jardins que floresciam justo depois de eu ter que partir para outro lugar. Já parti quando o que tinha que fazer era ficar. Já fiquei quando o que tinha que fazer era partir. Já respondi quando eu tinha que calar. E já calei quando eu tinha que exigir. Já recebi presentes quebrados, já me senti impotente por não poder tranformar doença em saúde. Perdi chamadas importantes, já cheguei tarde no cinema - última sessão do último dia de exibição. Não ouvi o despertador e perdi o melhor da festa, tantos desencontros e eu sem entender o que eu fazia aqui. Até que entendi que destino é isso aí: há coisas que são para nós, há coisas que são vaidades… e há coisas que precisam seguir sem que sejamos donos da verdade. Há perdas que nos fazem crescer, há outras que nos farão rir, e outras que precisamos mesmo perder para que o universo se equilibre. Há uma sequência de prosperidade para quem decide ver com os olhos o que se deve ver. Sem querer tudo para si, sem ser um gigante infalível, sem ser o insoso ¨deus-humano¨.
Há felicidade depois da tristeza. Há choro, mas também há riso. Há dias sem perspectivas, mas há dias de sonhos e sonhos e sonhos. Há dias de ¨pouco-quase-nada¨, há dias de banquetes sem ter com quem dividir. Mas embora você também não tenha ficado, vou me equilibrando nos altos e baixos dessa coisa chamada VIDA!
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Obrigada pela visita,volte sempre que puder, vou adorar revê-la (o).