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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O que fazer com você???


Brincando de saudades e inventando um querer bem que não tem, não dá para ligar de noite e te chamar de meu bem. Nem posso encaixar pronomes possessivos ao falar de ti no meio de minha fala. Eu sei que você existe, mas e daí? Nada mudou. Não há brilho a mais na manhã, horas a menos na noite, não rolo na cama, não suspiro quando viajo, nem minha voz embarga de emoção. Não mudo o caminho para te ver, não bate vontade de gastar créditos do celular; ganhei uma coisa e não te conto, para que você quer mesmo saber? Nem vai torcer. Então, o que faço com você?
Você está doente? Melhoras! Não faço chazinho, carinho, denguinho e outros inhos que a doença traz. Vai se mudar de cidade? Escolhe um bairro onde tudo é perto. Não faço cena, não me jogo no chão, nem dói o coração porque não vou te ver. Então, o que faço com você?
Não é que eu te quero mal, não é que eu não te queira, não é isso! É que você existe, eu sei, mas não soma nem subtrai, não multiplica nem divide, como vou contabilizar você em minha vida se a gente faz de conta que conta um com o outro? Você me liga ou eu te procuro e a gente se encontra no escuro, na esquina, nas quebradas e nada do que dizemos se põe num grande vão onde se deposita o futuro – é só ali, de passagem, sorrateiros, bifurcados, historinha que ninguém crê. Então, o que faço com você?
Bote fé, aliás, não bote não porque posso mudar de opinião e você esperar sem necessidade. De mim nada espere além do bem que faço a todos sem especialidade. Seu aniversário é uma data e não um acontecimento, mas deixa comigo que listarei este evento no Orkut e se der eu apareço. Jamais dividiremos uma pizza, nem lençóis, nem uma janela, nem um par de ingressos, nem a alegria de nenhum dos dois: o meu é meu, o seu é seu e o nós não conjuga o verbo ser. Se isso tudo é verdade, se não há dor, não tem saudade, me diga - por caridade - o que eu faço com você?

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