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sábado, 10 de julho de 2010

Feliz aniversário Vozinha(11 de julho)






Hoje seria um dia de festa aqui na terra,no entanto a festa mudou de local,festa no céu,tocam as trombetas anunciando o aniversário de (UMBELINA FERNANDES GURGEL).
Tenho a certeza que a vida não acaba aqui,
Tenho quase a certeza que já vivemos outras vidas,
Acho que um dia te vou encontrar outra vez,
Quero acreditar que me vais reconhecer,
Quero poder compreender onde tiveste este tempo todo,
Vou agradecer-te por tudo aquilo que fizeste por mim.
Tenho a certeza que nunca te esqueceste de mim...
Há tanta coisa que ficou por dizer, tanta coisa que não viste.....

Seu 01 Trineto,meu filho "DANIEL" o deixaste uma criança e hoje um homem de bem,casado,feliz,realizado profissionalmente.






Sua 01 Trineta minha filha "RAISSA" a deixaste uma criança e hoje minha menina que também inicia o seu caminho em busca dos seus ideais.






Sinto-me sempre tão perto e ao mesmo tempo tão longe de Você...
Nunca te vou esquecer, choro por ti muitas vezes,
Com pena de te ter perdido, com pena de não te ter dito,
O quanto você foi e sempre será importante para mim...
Tenho a certeza absoluta que te vou abraçar um dia,
Esse dia pode estar longe, mas aguardo-o com muita ansiedade.
Meu silêncio e saudade falam a ti tudo o que tenho sentido, minha Vó, tantas saudades…
Te amo Vó....
Sua bisneta Anna Roberta.

2 comentários:

  1. Amiga querida,esse texto me encheu os olhos.
    é isso amiga tu perdeste so aqui na terra,mas a tem no coração e p sempre e isso nunca vai ti afastar dela.Tens filhos lindos e encaminhados.
    Mas.................. agora tens de olhar p tu e seguires,es meiga,amiga,e tas sempre disposta a ajudar,chega viste?
    agora é tua vez,SEJA FELIZZZZZZZZZZZZZZZZ.
    bjinhos doces lol,adoro-te
    Rute Saldanha

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  2. Lá na terra, Maceira, havia uma Umbelina. Acho que já não deve haver. A Umbelina era casada já não sei com quem (embora veja muito bem o senhor) e tinha um casal de filhos, meus avós apreciaam muito essa família.
    Quase todos os dias os víamos passar, ela sempre carregando qualquer coisa na cabeça, ele ao seu lado, se bem me lembro levando uma cabra presa por uma corda.
    Sei que por vezes a Umbelina deixava lá à porta um queijo, aquele legítimo queijo Serra de Estrela, mesmo se não controlado por nenhuma instância oficial. Era um queijo que não vendiam,o que lhes daira bastante jeito. Os meus avós levavam-lhes algumas coisas por vezes, nos anos 1960 provavelmente tecido para a Umbelina fazer uma blusa, azul com bolinhas brancas.
    O que eu mais recordo era o sorriso dela e dele, mostrando a falta de muitos dentes. Mas, como eu, decerto isso não os impedia de lancharem lá na fazenda um bocado de pão de centeio com azeitonas e um copo de vinho (bom, eu deixava o vinho de lado).
    Cresci assim, menino da cidade que passava dois meses de férias de Verão na terra, sem termos frigorifico (geladeira) porque as estadias pareciam não o justificar, sem televisão (o que me levava, e ao meu irmão) todas as noites a casas das primas.
    Por isso hoje eu não acho que essa gente andava suja, que não sabia falar, que era "atrasada", não ! Não, essa gente estava mais perto das raízes que eu alguma vez estive e senti orgulho de me sentir perto deles, como aquela tarde em que três amigos, eu era um deles, tiveram acidentes : o Hermes levou um coice da burra do Zé Comboio e partiu o braço, o Tonito caiu de uma árvore (uma pereira ?) e acho que partiu outro e eu, ao beber água, caí dentro de um tanque de rega onde a Miquelina lavava roupa.
    Recordações.

    E, porque sempre sentimos uma ternura tão especial pelos Avós ?...

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